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OS 7 PRINCÍPIOS DO COOPERATIVISMO

1° PRINCÍPIO – ADESÃO LIVRE E VOLUNTÁRIA

A admissão livre e voluntária nas sociedades cooperativas constitui o raciocínio básico que as diferencia das demais sociedades comerciais, pois democraticamente permite que todos aqueles que têm o mesmo objetivo possam delas participar. E mais: a adesão livre e voluntária implica em fidelidade, atitude sem a qual nenhuma associação semelhante nasce, cresce, viceja e se pereniza.


2° PRINCÍPIO – GESTÃO DEMOCRÁTICA E LIVRE

As cooperativas são organizações democráticas, controladas por seus sócios, os quais participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e na tomada de decisões, com igualdade na votação (um sócio, um voto). O enunciado deste princípio é muito claro e mostra porque o cooperativismo é à flor da democracia. Numa cooperativa, todas as decisões, desde sua constituição, são tomadas pelos sócios ou sob sua delegação. Contudo, este consagrado direito, no âmago da sociedade cooperativa, deve ser exercido com todo o interesse e com bastante conhecimento, de forma intensa.

 
3° PRINCÍPIO – PARTICIPAÇÃO ECONÔMICA DOS SÓCIOS
 
O princípio representa uma diretriz importante porque apresenta o cooperativismo como um sistema sócio-econômico que usa o capital como ferramenta e como meio, e não como fim, como acontece nas empresas. Na cooperativa, os sócios têm garantido o mesmo direito de participar e decidir, independente de ser um grande ou um pequeno cooperado. Seguir este princípio deve ser apoiado nas cooperativas de todos os ramos porque representa um instrumento de realização das aspirações pessoais do sócio e auxilia na melhor distribuição da renda.
 

4° PRINCÍPIO – AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA

O princípio da Autonomia e Independência figura nas regras básicas da ação do cooperativismo. No Brasil, foi colocado em prática apenas depois da Constituição de 1988. Atendendo ao pleito das lideranças do setor, as cooperativas receberam autonomia funcional e administrativa, sem precisar se sujeitar ao monitoramento do governo. Foi um expressivo avanço que culminou com a autogestão. Em conseqüência da nova regra, algumas cooperativas despreparadas sucumbiram, mas a maioria se manteve e se fortaleceu, expandindo suas atividades e fortalecendo o sistema. Um exemplo da necessidade da aplicação do princípio é o que aconteceu com o ramo de crédito. Em 1990, a extinção do Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC) deixou órfãs as cooperativas de crédito. A ação autônoma e independente das lideranças se fez sentir em momento oportuno com a criação do Bansicred e do Bancoob, que hoje têm uma atuação importante e abrangente, como braço financeiro do cooperativismo.
 

5° PRINCÍPIO – EDUCAÇÃO, TREINAMENTO E INFORMAÇÃO

Desde a constituição da primeira cooperativa no mundo foi estabelecida como diretriz da nova sociedade que “...será destinada uma porcentagem das sobras para educação”. Em 160 anos, alguns princípios foram suprimidos, outros modificados, mas a educação permaneceu como característica fundamental do cooperativismo. Um eminente líder cooperativista e educador colombiano, Francisco Luis Jimenez, disse, certa vez, que os princípios cooperativistas deveriam ser dez, assim definidos: primeiro: educação, segundo: educação, terceiro: educação, e assim até o décimo. Quis o brilhante cooperativista ressaltar que a base de seus membros, na formação de cooperados conscientes e participantes. Eis, portanto, a fórmula certa de uma cooperativa bem sucedida: educação dos dirigentes, dos associados, dos funcionários e da comunidade.

 
6° PRINCÍPIO – INTERCOOPERAÇÃO

A cooperação entre cooperativas é o caminho natural e inteligente para o cooperativismo fazer frente à realidade da globalização. A integração é absolutamente necessária nos dias atuais para enfrentar, em igualdade de condições, a concorrência dos grandes grupos oriundos das fusões e incorporações de empresas em todos os segmentos de comércio e serviços. Que as cooperativas se unam, se concentrem em busca de eficiência e da racionalidade em suas ações. É a forma de encontrarmos a solução para o sucesso no futuro.

 
7° PRINCÍPIO – PREOCUPAÇÃO PELA COMUNIDADE 

As sociedades, em todo o mundo, sofrem com o aumento do desemprego, a degradação ambiental e a necessidade de acabar com a desigualdade social. As cooperativas constituem a face humana do desenvolvimento. Como tal, elas contribuem para divulgar muitos assuntos relevantes da sociedade, colocando em prática o Sétimo Princípio do Cooperativismo “a preocupação com a comunidade”. As cooperativas têm especial responsabilidade de assegurar que o desenvolvimento de suas comunidades seja sustentável. São elas que contribuem, concretamente, para tornar mais justa a nossa sociedade e os valores humanos mais respeitados. É por esta razão, também, que é do interesse do Sistema OCB, promovendo um ambiente favorável ao desenvolvimento das cooperativas. O Dia Internacional do Cooperativismo é o momento de reforçar o espírito cooperativista, e concretizar os sonhos e as aspirações das pessoas por uma vida melhor.
 



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